Projeto Cientfico representar o municpio em Recife

Projeto Científico de incentivo à leitura representará o município de Igrejinha em Recife.

 Alunas da EMEF João Darci Rheinheimer de Igrejinha vivem um conto de fadas que promove a leitura e a qualidade de ensino e tem a oportunidade de levar sua pesquisa “Quem mora na biblioteca da escola” para além das fronteiras do estado.

 No ano passado, duas turmas de nonos anos do ensino fundamental, representadas pelas alunas Djenifer Rafaela Engel, Duane Muller Faiffer, Estela Lenker, Letícia Lenkner e Nicole Alves Lima Rech , juntamente com as professoras Juliana Soares Mundstock e Gizéle Oliveira acreditaram que a leitura é promotora de democracia e cidadania e, que vencer índices de analfabetismo funcional é prioridade na educação. E o final feliz dessa história é com as alunas levando seu projeto cheio de histórias para o Nordeste.

As cinco alunas que representaram o projeto na Mostratec (MOSTRA INTERNACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA) em 2018 tiraram o PRIMEIRO lugar na categoria de 7º ao 9º ano. As alunas e suas professoras orientadoras foram premiadas com credenciamento para participar em Outubro da FENECIT – Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia e  a MOCCIN – Movimento Científico Norte-Nordeste. O projeto também foi vencedor na categoria PRÊMIO CIENTISTA JUNIOR.

O município de Igrejinha, através do Prêmio Cientista Júnior, instituído em 2018 e que visa reconhecer as pesquisas científicas e tecnológicas desenvolvidas por alunos de escolas públicas, viabilizará a viagem e a participação das alunas e professoras do projeto na FENECIT- MOCCIN, concedendo hospedagem, inscrição e passagens aéreas.

 O Projeto:

Um dos principais problemas da atualidade, no que diz respeito à educação no Brasil é o analfabetismo funcional. A última pesquisa realizada pela Ong Ação Educativa em parceria com a fundação Paulo Bergamo, e disponibilizada em 2018, alerta para vários dados preocupantes, e que precisam de ações efetivas em vários espaços sociais.

No contexto do projeto realizado não era diferente. Nas aulas os alunos observavam que muitos colegas possuíam dificuldade de apresentar trabalhos, de produzir textos, de expressar-se oralmente e não cultivavam o hábito da leitura, situação recorrente nos anos anteriores.

Uma pesquisa, aplicada em todas as turmas dos anos finais do ensino fundamental da escola João Darcy,  apresentou resultados que traduziram o perfil leitor do aluno: muitos não sabiam escolher leituras de acordo com seu interesse, e a visita na biblioteca (quinzenal) para retirada de livros para o momento da leitura era muito mais para passar o tempo e conversar do que ler efetivamente. As respostas da pesquisa mostraram que muitos alunos retiravam livros, mas não liam eles. Além de escolher livros pelo número de páginas e não por temas de interesse.

Então, o grupo de pesquisadoras entendeu que seria necessário planejar estratégias para atuar significativamente no hábito leitor dos alunos. Partiram da hipótese de que o aluno não leitor ao ser instigado e motivado por outro aluno leitor a conhecer autores, histórias e contextos históricos iria se sentir motivado a buscar a leitura por curiosidade ou desejo de conhecer o contexto/história do livro apresentado. E deu muito certo.

  Os alunos se organizaram em grupos de trabalho de acordo com as suas preferências; feitas as leituras das obras escolhidas, iniciaram os trabalhos de organização das intervenções literárias realizadas no momento da leitura diário que ocorre na escola. Após as intervenções realizadas através de teatro, música, exposição oral com figurino- adereços e música, os alunos dispuseram na biblioteca caixas com os livros utilizados para serem retirados e depois os dados mensurados. Os dados comprovaram o aumento na retirada das obras e muitas ações foram realizadas no ambiente escolar com objetivo de qualificar ou aumentar o hábito leitor dos alunos.